lunes, septiembre 08, 2008

desespero

fumava desesperado entre as paredes de seu quarto em um gesto violento abriu as janelas e arrancou os primeiros botões da camisa. entre as ruínas de sua vida sentia-se acuado, como um prisioneiro. sem saída do seu cárcere particular de imaginação, de projeção, de sentimentos dotados de uma impossível realização futura, mas que ao mesmo tempo, eram dotados de um prazer atemporal enquanto condição de apenas-sentimentos. deitado em sua cama dava a última tragada no cigarro.