domingo, diciembre 09, 2007

Paredes Amarelas

Incrível como a vida pode ser vazia. Tá tudo tão branco aqui em volta. Nem azul claro nem nada. Sentada na frente do computador, nem um recado, nem um sorriso, nada pisca, nada de novo. Eu queria ler aquele livro que eu tanto gosto, mas a verdade é que eu nem gosto mais de ler. Aí me dá vontade de escrever um poeminha, daqueles que nem eu entendo direito, que é meio que uma história, mas sem seqüência lógica inicial maiúscula ou ponto final. Mas a verdade é que não tenho vontade de escrever. Então acendo outro cigarro, e ai, querida, isso é tão, mas tão clichê. A porra do meu chá já tá gelado e não faz mal porque eu acho o gosto horrível de qualquer jeito, mas dizem que emagrece então eu tomo porque é melhor tomar essa coisa horrível do que fazer mais uma daquelas dietas malucas e morrer de inanição. Pelo menos esse mês, mês que vem penso de novo. Então eu pego o celular e fico olhando nome por nome numa saudade imensa de todo mundo e numa vontade quase incontrolável, que a timidez sempre controla, de ligar pra alguém e dizer:
Oi, é madrugada de quinta, tô aqui sozinha, pode vir aqui com novidades ou uma lata de tinta amarela? Obrigada, venha de táxi.

2 comentarios:

Mais um... dijo...

realmente não há sobre escrever... parece que o tempo já passou a todo momento e as idéias já nos escapam!

Sinfonia de Desilusão dijo...

é... as vezes eu me sinto meio assim: meio sozinha, meio com saudade das pessoas, mas eu não ligo para elas por comodidade.
sabe, eu tenho uma maldita preguiça que me prente em casa e me faz amar o fato de estar sozinha, vez ou outra.

que bom que gostou do meu texto, gus., eu tava meio sumida, meio perdida, meio sei-lá-o-que... mas atualizei aquela coisa que eu chamo de blog mas que sempre abandono... pobrezinho!

beijos