lunes, noviembre 20, 2006

Silêncio

Entendo como,
Quem
Não entende.
Já passou da minha hora de dormir,
mas estou aqui na frente
chorando para não rir.
Entende como,
É difícil entendê-la?
Um dia Sol, outro Chuva.
Põe os lençóis novos na cama
Deita-te sobre meu peito
Demora-te
Doa-te
Dói? Suspire
Respire,
(silêncio)
E agora o beijo.

martes, noviembre 14, 2006

Ana chorava por dentro da chuva.

Ana caminhava por dentro da chuva. Seu corpo exalava à Cachaça e Paixão baratas. Cambaleava apoiando-se em postes e marquises. Olhava para trás e sentia-se enojada, enojada de tudo aquilo, enojada de seus sonhos de sua Cachaça de suas paixões de canções e de Natália. Queria fugir de tudo aquilo. Queria estar longe de tudo e todos, deitar-se na grama a contar estrelas, conversar sobre a vida. Terminar com a vida talvez. Trancar-se no chuveiro e disparar uma arma contra a sua cabeça, contra a sua vontade, contra seus sonhos.
Ana cambaleava por dentro da chuva. Procurava apoio em quem passava, mas ninguém passava e seu corpo estava pesado, sua cabeça estava pesada. Ana sentou-se na calçada e chorou. Nervosa. Sinos ecoavam dentro de sua cabeça, arranhavam seu cérebro puxavam de dentro todas as suas aflições

Não sinto mais nada por ti, entenda. Não quero mais teus braços, não quero mais teu colo. Quero fingir que ainda posso gostar de ti, mas entenda, não funciona assim. Não, não é que conheci outra pessoa, entenda Natália, o problema é comigo, apenas comigo. Preciso de um tempo, preciso buscar novos ares, novas paixões. Não. Pára. Não grita. Não quebra. Escuta, quer saber? Simplesmente cansei. Saturou, uma hora satura! Não quero mais. Não quero. Não. Entenda...


Ana caía por dentro da chuva. Seu corpo ainda exalava à Cachaça e Paixão baratas, mas seu corpo e sua cabeça não estavam mais pesados. Ana levantou-se da calçada ainda tonta, encharcada pela chuva e chorou. Aliviada.