lunes, enero 03, 2011

A taça de vinho que nunca tomamos.

Foi a revelação que me faltava. Mas nunca soube se era você ou ela. E se for você, provavelmente, ainda é.
Relações espaço-temporais me assustam.(espero que seja ela, caso contrário, nunca saberia agir, e assim, tenho uma desculpa.)



Ela embarcou sem que ele pudesse dizer tchau, nem dizer o quanto aquele tempo em que passaram juntos foi estimulante: sentia-se mais vivo e produtivo.

Devíamos ter tomado aquela taça de vinho que nunca tomamos.
Nós dois não sabemos marcar compromissos sociais.
Nós dois não entendemos direito a definição de compromissos sociais.
As coisas deveriam ser espontâneas, bem mais espontâneas.
Um bom amigo nunca deveria deixar de ser um bom amigo.
Um bom amigo nunca deveria deixar de ser um bom amigo?



Amanheceu mais tarde naquela segunda-feira de outubro. O céu ficou escuro até quase as oito, e algo. Tomou café querendo tomar vinho, mas não se toma vinho de manhã, vinho dá sono. E precisava continuar sendo produtivo.



Detesto esse tom confessional, mas não tenho como ser diferente. Gosto de grandes tramas, mas não vejo nelas, não sempre, sutileza de detalhes.
Preciso de um cigarro.
Detestava quando ela estava por perto e detesto ainda mais o fato de ela estar longe. Coisas espontâneas realmente acontecem? Ou precisamos forjar toda uma série de acontecimentos que nos levarão ao derradeiro acontecimento espontâneo?



De qualquer forma: nada aconteceria.

No hay comentarios.: