jueves, enero 27, 2011

esse livro aberto como uma saída.

Cada vez mais tenho certeza que vergonha não me favorece em nada. Não tem uma hora certa e eu deixo passar todas as horas que existem. (no relógio o tempo é uma saudade tensa). Eu devia ter feito o que não fiz, e provavelmente nunca vá fazer.

Eu só queria que soubesse que seria diferente se eu soubesse antes, mas ninguém me disse. E ninguém nunca vai me dizer. Pelo menos não foi a primeira vez.


Ela vai caminhar pela rua e sentar na praça. Ela vai abrir uma cerveja acender um cigarro talvez vodka talvez café.

Ela vai abrir seu bloquinho e despejar em sua arte toda sua falta de vida.

Se tivesse coragem pra viver provavemente não teria coragem pra escrever nada. O que até é um certo alívio.

Incrível como sempre me cobram isso.

Esse não sou eu. Nem o que fala contigo.


É difícil ser exato em um pedaço de papel ou em uma tela de computador. É difícil ser qualquer coisa ao vivo.


Se sentir à vontade faz parte do processo.

Eu só me sinto à vontade sozinho.

1 comentario:

Pedro dijo...

"Se tivesse coragem pra viver provavemente não teria coragem pra escrever"
Muito bom, parabens.
Um abraço, Pedro